NOTÍCIAS

Único Parque Ornitológico do País tem nova atração


De Barcelona para Lourosa, o “Colhereiro” é a mais recente espécie da coleção

Nasceram em março de 2013 no Zoo de Barcelona e chegaram a Lourosa em janeiro. Depois da recomendada quarentena, o casal de Colhereiros juvenis já pode ser visto no Único Parque Ornitológico do País.
A vinda destas aves fez parte de uma das muitas iniciativas de troca ou cedência de espécies entre os Zoos de todo o mundo, membros das principais associações zoológicas como AIZA – Associação Ibérica de Zoos e Aquários, EAZA – Associação Europeia de Zoos e Aquários e WAZA – Associação Mundial de Zoos e Aquários. Estas iniciativas visam a diversificação das várias coleções dos parques zoológicos a nível mundial e a conservação e procriação em cativeiro, ações nas quais o Parque Ornitológico de Lourosa tem tido, ao longo dos últimos anos, um papel muito ativo, chegando a registar mais de 65 movimentos de animais num ano.
Estes novos habitantes são, como dissemos atrás, juvenis, não estando com a plumagem que os distingue na idade adulta, já que esta espécie tem particulares características sendo juvenil, reprodutora ou não reprodutora. O seu estatuto de conservação é pouco preocupante e a sua distribuição é bastante disseminada um pouco por todo o globo já que, sendo aves migradoras, podemos encontrá-las em diversas épocas do ano em pontos do globo da Europa à Ásia, passando pelo Golfo Pérsico, Este e Oeste Africano, China e Sri Lanka. Vivem em lugares onde a água seja dominante – lagos, lagoas, charcos e pequenos pântanos - já que a sua alimentação se baseia em insetos, répteis, peixes, larvas e algas.


A ponta do bico em forma de colher confirma o nome atraente e curioso, sendo que é exatamente esta forma de colher que lhe proporciona uma maior superfície de bico, sendo esta ideal para o seu método de alimentação que envolve o movimento da cabeça de um lado para o outro através da água. O bico, aberto alguns centímetros, pode estar parcial ou totalmente submerso e fecha-se apenas sobre objetos que tocam o interior da “colher” que contém numerosos detetores de vibração.
Como resultado de terem hábitos alimentares parcialmente noturnos, dormem frequentemente durante o dia. Quando está mau tempo, descansam de frente para o vento, evitando que este penetre a plumagem.



2014-02-24